Se pra muita gente o artesanal nunca saiu de moda, nos últimos anos ele acabou sendo apagado por uma estética ultra-clean que transformou o “feito à mão” em algo considerado brega. Só que agora o jogo virou.

No ritmo que a gente consome conteúdo, referências e tendências aesthetic, ter cada vez mais itens genéricos faz cada vez menos sentido.
E tem um fator decisivo aqui: a nossa hiperconexão. Quanto mais o digital avança (especialmente com a explosão das IAs generativas) mais buscamos o que é tangível, humano e imperfeito na medida certa.
O artesanal volta como um antídoto ao excesso tecnológico. Uma resposta estética e emocional que aparece não só na arquitetura, mas em todas as categorias da indústria. Ele representa verdade, textura e humanidade, exatamente o que mais falta no nosso dia a dia digital.
Quer entender por que essa tendência vai bombar em 2026? Segue lendo.
Por que o artesanal voltou afinal?
Estamos todos imersos no digital (e conscientes disso). Só que essa hiperconexão também mudou a nossa forma de criar, consumir e sentir estética.
Em interiores, lá por 2014/2015, tudo ficou liso, cinza, perfeito e minimalista. A casa ideal era “clean”, polida, silenciosa.
Mas toda tendência tem prazo de validade, e o ciclo do minimalismo perfeito começou a enfraquecer ali por 2021 (talvez depois de tanta gente encarar a mesma parede branca por anos).

De lá pra cá, vimos o maximalismo crescer, o dopamina decor dominar, o boho voltar… e, mais recentemente, o debate sobre “casa com cara de casa” e até “casa de vó”. O que todas essas estéticas têm em comum? Uma presença cada vez mais forte do feito à mão.
O artesanal retorna como resposta sensorial ao clean em excesso e nos conecta à materialidade, memória e design emocional, justamente o que sentimos falta quando tudo parece automatizado.
O que está voltando: materiais-chave do artesanal moderno

Mas vamos ser específicos: não é qualquer peça artesanal que vira tendência. O destaque para 2026 vai para materiais que carregam textura, volume e humanidade:
- Cerâmica irregular – toque manual, formas orgânicas, volume.
- Tapeçaria e tecelagem – camadas, movimento, profundidade visual.
- Madeira bruta e esculpida – calor, presença, contraste.
- Barro cozido – ancestralidade, naturalidade, cores terrosas.
- Fibras naturais – leveza, frescor, conexão com natureza.
Eles aparecem porque criam ambientes com textura, afeto e profundidade sensorial, algo que a estética 100% digital não entrega.
Quer ficar por dentro das próximas tendências? Continua lendo.
O que o artesanal nos faz sentir? Qual o impacto dele no ambiente?
Usar madeira, cerâmica ou têxtil pra criar acolhimento não é novidade, o rústico já fazia isso. A diferença é o como.
Agora, esses materiais aparecem em ambientes minimalistas, contemporâneos, modernos… trazendo contraste e devolvendo profundidade sensorial aos espaços.
O artesanal desperta:
- Aconchego
- Textura
- Imperfeição Intencional
- Sensação de verdade
- Acolhimento
- Contraponto ao digital
- Identidade única
- Conexão emocional
Não é sobre “rústico”. É sobre presença humana.
São ambientes que funcionam como refúgio em um cotidiano dominado por telas e inteligências artificiais.
E o que isso significa?

As casas voltam a ter cada vez mais cara de casa. E o artesanal aparece tanto nos ambientes em que ele “pertence” quanto nos que ele contrasta, criando narrativas estéticas muito mais ricas.
As pessoas buscam:
- Personalidade
- Memória
- Afeto
- Objetos com história
O artesanal vira linguagem, e cada peça vira narrativa. É a forma que encontramos de equilibrar tecnologia com humanidade.
E aqui está o ponto principal:
Arquitetos que dominam materiais e sensações saem na frente em 2026. Quem não acompanhar essa onda vai ficar para trás.
O retorno do artesanal não é só mais uma microtendência: é um movimento cultural que reconecta estética, sensorialidade e humanidade.
E você, como arquiteto, precisa estar atento. Porque isso já está moldando como projetamos e como as pessoas desejam morar.
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